O Estágio Sindical Internacional, uma iniciativa da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC), ocorreu em Havana em formato de um fórum para promover ações pela unidade sindical e o fortalecimento de suas estruturas em todo o continente.
Luis Janoy Dimas Rosabal, da organização sindical cubana, explicou que mais de 90 participantes de sete países participaram da iniciativa, que teve por objetivo atualizar e trocar informações sobre a atividade sindical internacional e cubana, bem como desenvolver estratégias para dar continuidade ao movimento de solidariedade com Cuba.
Dimas Rosabal enfatizou que os painéis, conferências e oficinas interativas, que ocorreram desde 23 de abril, abordaram temas fundamentais como participação dos trabalhadores, formação, articulação entre organizações irmãs e a incorporação de jovens na direção dos sindicados, considerando a necessidade de renovação geracional.
Todas as discussões, explicou, foram conduzidas em um ambiente fraterno, propício à consolidação da unidade na diversidade, e onde o objetivo principal era continuar cultivando um sindicalismo consciente de classe e anti-imperialista.
Na sessão de encerramento, Ana Carreño, da Colômbia, refletiu sobre o custo humano dos conflitos prolongados no continente, particularmente sobre as mulheres, que historicamente têm sido submetidas à violência e relegadas a um papel secundário no trabalho.
Destacou que, embora esse paradigma tenha mudado nas últimas décadas, ainda há muito a ser feito para incluir as mulheres nas lutas trabalhistas, não por razões estéticas, mas por uma convicção genuína de transformar e reivindicar o seu lugar de direito na sociedade.
Observou que Cuba fez progressos consideráveis nessa área. Victor Coronado, do Comitê Mãos Fora de Cuba, dos Estados Unidos, argumentou que é necessária uma maior união entre os sindicatos para confrontar as agressões orquestradas pelo governo americano, não apenas contra a nação caribenha, mas também em todo o mundo, e para denunciar essa política de supremacia militar que está levando o mundo à beira de um conflito sem precedentes.
Coronado incentivou seus compatriotas interessados em conhecer a realidade de Cuba a vir aqui, conhecer seu povo e obter assim uma perspectiva de como as ações de Washington impactam sobre a população toda.
Qualquer conversa sobre a situação econômica em Cuba que não comece e termine com o bloqueio econômico imposto pelo atual governo dos EUA carece de seriedade.
Os presentes aplaudiram Cuba e seu processo histórico diante das constantes ameaças da Casa Branca e destacaram o privilégio de se unir ao povo cubano nas comemorações do Dia Internacional do Trabalhador, em 1º de Maio, e no evento internacional de solidariedade a Cuba, que se realiza na Ilha nestes dias.
Fonte: Agencia Cubana de Noticias
