A Liga Internacional da Luta dos Povos, capítulo Guatemala, expressou sua firme rejeição às novas medidas anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, contra Cuba.
Em comunicado, a organização observou que a atual escalada de agressão por parte do governo dos EUA evidencia, mais uma vez, a contradição fundamental do imperialismo, como fase monopolista e parasitária do capitalismo, que não pode existir sem a opressão dos povos, a pilhagem de seus recursos e a subjugação de sua soberania.
As novas políticas anunciadas contra a ilha caribenha, a intensificação do bloqueio econômico, a perseguição financeira, as ameaças de intervenção e a manipulação da mídia são a expressão mais brutal dessa fase superior do capitalismo, enfatizou a organização, que tem presença em mais de 40 países.
“Nesta fase, a liberdade e a autodeterminação das nações são sacrificadas aos interesses das grandes corporações e da hegemonia dos EUA”, acrescentou.
No entanto, o texto detalha que essa mesma contradição gera a resistência do povo cubano que, herdeiro da tradição de luta de José Martí e do Comandante Fidel Castro, demonstrou historicamente sua capacidade de se opor, resistir e construir uma sociedade baseada na justiça social, na solidariedade e na dignidade.
Cada nova ação do governo dos Estados Unidos não apenas revela a natureza predatória do imperialismo, mas também fortalece a consciência revolucionária de um povo que não se rende ao imperialismo ianque, afirma.
A Liga Internacional, portanto, une-se à voz que exige o fim do bloqueio, o respeito à soberania cubana e a liberdade de seu povo para decidir seu próprio destino, sem interferência ou chantagem.
A resistência da ilha é a prova viva de que os povos podem superar a barbárie imperialista, enfatiza.
O comunicado da Liga Internacional da Luta dos Povos condena o bloqueio como arma de guerra econômica e o classifica como crime contra a humanidade.
Não se trata de uma disputa diplomática, mas sim de um ato de agressão do capital monopolista dos EUA contra um país que ousa construir o socialismo e demonstra que a revolução é possível a apenas 145 quilômetros do império, enfatiza.
Ao perseguir as remessas de dinheiro, restringir viagens e apertar o cerco ao investimento estrangeiro, Washington pretende isolar Cuba e punir aqueles no Sul Global que apoiam seu direito à autodeterminação. É uma guerra disfarçada de sanções, afirmou.
Enquanto o império fala de “democracia e direitos humanos”, aponta o texto, sua verdadeira agenda é restaurar o capitalismo dependente e neocolonial em Cuba.
Fonte: Prensa Latina.
