A Rede Chilena de Jornalistas e Comunicadores Amigos de Cuba foi criada para combater a guerra midiática travada contra a nação caribenha, também submetido ao bloqueio e as ameaças de agressão militar dos Estados Unidos.
O grupo leva o nome o nome de Diana Arón, jornalista chilena do jornal clandestino El Rebelde e integrante do Movimento de Esquerda Revolucionária, que foi presa e desapareceu em 1975 durante a ditadura de Augusto Pinochet.
O coletivo tem como objetivo trocar informações, materiais e análises sobre a ilha, destacar a realidade cubana, sua cultura, suas conquistas sociais e os desafios ao seu desenvolvimento, além de fomentar a solidariedade e compartilhar suas contribuições com os povos do mundo.
Em videoconferência, o presidente da União de Jornalistas de Cuba, Ricardo Ronquillo, agardeceu esta articulação de forças midiáticas de esquerda e progressistas com o sistema de mídia pública de seu país para enfrentar a primeira etapa da guerra contra a nação caribenha.
Denunciou que os Estados Unidos estão combinando atualmente o bloqueio econômico e petrolífero, que descreveu como genocídio, com uma política de descrédito aos líderes da Revolução.
O caso mais grave foi o anúncio de um tribunal de Miami de que processaria um dos principais líderes revolucionários, o general de Exército Raúl Castro.
A jornalista chilena e membro do conselho da rede, Águeda Sáez, enfatizou a importância dessa organização para romper o bloqueio de informação imposto à ilha.
“Criar a rede era algo que devíamos”, disse ela, observando que grupos semelhantes já existiam há vários anos em outros países do Cone Sul. O embaixador cubano no Chile, Oscar Cornelio Oliva, expressou sua gratidão pelo gesto e ressaltou a necessidade de esforços coordenados para combater as notícias falsas e o bloqueio midiático em torno de seu país.
Fonte: Prensa Latina
