Casa TodosEditorialVozes de Cuba em Genebra expõem a dureza das medidas coercitivas unilaterais

Vozes de Cuba em Genebra expõem a dureza das medidas coercitivas unilaterais

por Irene Fait
Cuba ONU

Por Roberto Morejón.

 

A eleição de Cuba para o Comitê de Organizações Não Governamentais das Nações Unidas (ECOSOC) para o mandato de 2027-2030 ressalta o reconhecimento do compromisso do país com o multilateralismo.

A decisão, tomada no âmbito do ECOSOC  (Conselho Econômico e Social da ONU) leva em consideração a participação ativa de Cuba nos órgãos da entidade global.

O Comitê de Organizações Não Governamentais da ONU tem a importante missão de analisar os pedidos de status consultivo submetidos ao ECOSOC por grupos da sociedade civil que buscam acesso aos órgãos da ONU e participação em suas instâncias.

Com a admissão de Cuba, o mundo reconhece como este país adere a princípios que se opõem ao unilateralismo, que frequentemente leva à beligerância ou à imposição de medidas coercitivas.

Mesmo com suas deficiências e obstáculos na busca por interromper conflitos armados graves, como a guerra contra o Irã, a ONU é um organismo que deve ser apoiada, e não abandonada, como os Estados Unidos fazem com alguns de seus mecanismos especializados.

Plataformas digitais utilizadas como ferramentas para campanhas maliciosas contra Cuba lançaram ataques contra o ECOSOC devido à escolha de Havana para o Comitê de Organizações Não Governamentais da ONU.

Simultaneamente, uma delegação do governo cubano participou da Segunda Conferência Internacional sobre Medidas Coercitivas Unilaterais, realizada em Genebra.

Foi uma ocasião propícia para apresentar, no âmbito da ONU, a intensificação do bloqueio dos EUA durante o segundo mandato de Donald Trump.

Como enfatizou o presidente Miguel Díaz-Canel em uma mensagem gravada, o bloqueio energético dos EUA viola de maneira flagrante, deliberada e injustificada os direitos humanos do povo cubano.

As reuniões na cidade suíça são positivas para Cuba, vítima de sanções unilaterais. Neste momento, era imprescindível destacar o impacto do bloqueio de combustíveis imposto pelos EUA particularmente sobre setores cruciais como saúde pública, educação e transporte.

Diante de tamanha brutalidade, Cuba espera uma resposta mais coordenada no âmbito do sistema das Nações Unidas, porquanto é uma realidade que essas agressões agravam as dificuldades materiais dos cubanos, cujo direito de escolher seu sistema político e governamental querem tirar.

Como salientou o embaixador cubano Rodolfo Benítez, medidas como o boicote energético de Washington não expressam posições de política externa, mas sim crueldade e barbárie.

 

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