Um segundo contêiner está a caminho de Havana, vindo da cidade de Palmela, coordenado pela Associação de Amizade Cuba-Portugal (AACP) e com o apoio do povo português, sensibilizado com os danos causados pelo criminoso bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos há mais de 60 anos.
A remessa contém material escolar, roupas e brinquedos para crianças, mobiliário escolar, camas articuladas e equipamentos geriátricos, além de alimentos não perecíveis.
O dentista João Luís Gonçalves de Frias Terreiro, vice-presidente da AACP, afirmou que esta é uma expressão concreta de solidariedade internacionalista com o povo cubano, em um contexto marcado pelas dificuldades econômicas enfrentadas pelo país e pela intensificação das medidas coercitivas de Washington com o objetivo de derrubar a Revolução.
“Nossa campanha nos permitiu arrecadar uma quantidade significativa de bens essenciais, incluindo suprimentos médicos, produtos de higiene, roupas, material escolar e outros itens destinados a atender às necessidades específicas da população cubana.
Essa ajuda beneficiará comunidades e instituições cubanas e, ao mesmo tempo, demonstra que Cuba não está sozinha e continua a contar com a amizade e o apoio de muitos homens e mulheres em Portugal”, disse o dentista em entrevista exclusiva à Rádio Havana Cuba.
Observou que a iniciativa também é uma mensagem política de apoio ao direito do povo cubano de viver e se desenvolver sem bloqueios, sanções ou interferência externa. Afirmou que ajudar Cuba é uma questão de princípio, pois aqueles que defendem os valores da justiça social, da paz, da soberania dos povos e do internacionalismo não podem permanecer indiferentes ao sofrimento dos cubanos.
“Cuba demonstrou que é possível colocar o ser humano no centro das políticas públicas, garantindo direitos fundamentais como saúde, educação e cultura, mesmo em condições extremamente adversas. Além disso, Cuba tem dado ao mundo exemplos extraordinários de solidariedade internacional, enviando médicos, profissionais de saúde e ajuda a inúmeros países”.
“Apoiar Cuba é também reconhecer essa trajetória e defender o direito de cada povo de decidir livremente seu destino, sem pressão ou interferência externa”, enfatizou.
