Casa TodosSolidariedade com CubaNa Argentina advogam pela defesa de Cuba

Na Argentina advogam pela defesa de Cuba

por Irene Fait
Partido Patria Grande organizó acto de solidaridad con Cuba.

A resiliência do povo cubano diante da grave crise que atravessa é admirável, afirmou o deputado argentino Itai Hagman em um evento de solidariedade a Cuba organizado pelo partido Patria Grande.

“É um farol que ilumina aos que desejamos um futuro melhor para nossos povos. O que nos une hoje não é a defesa de um governo, mas a soberania de uma nação e a soberania dos demais países da América Latina”, explicou o parlamentar no evento realizado no Circuito Cultural Jean Jaurès, no bairro de Abasto, em Buenos Aires.

Participaram do debate, que precedeu uma apresentação cultural, o também deputado argentino e ex-ministro das Relações Exteriores Jorge Taiana, do partido União pela Pátria; Mario Santucho, diretor da revista Crisis; Luci Cavallero, uma das líderes do Movida Ciudad e do coletivo Ni Una Menos; e Leonardo Baster, encarregado de negócios da embaixada de Cuba.

O evento, organizado principalmente pelo partido Patria Grande, foi concebido como parte da campanha “Estamos com Cuba”, que visa arrecadar fundos para a instalação de sistemas de painéis solares na ilha, com o objetivo de atenuar a grave crise energética causada pela intensificação da guerra econômica e do bloqueio petrolífero imposto pelo governo de Donald Trump e seu Secretário de Estado, Marco Rubio.

Abrindo o evento, Alberto Mas foi convidado a explicar a campanha de solidariedade e aproveitou a oportunidade para anunciar que, graças aos fundos arrecadados até o momento, 50 conjuntos de painéis solares, com seus equipamentos de armazenamento e distribuição de energia, já haviam sido adquiridos para instituições sociais, médicas e educacionais.

“O que a ilha enfrenta hoje não é um bloqueio, é um crime contra a humanidade; qualquer pessoa com dignidade deve defender o povo cubano”, exortou Hagman, representante da nova geração de jovens políticos argentinos e figura de destaque na Fundação Patria Grande para o Desenvolvimento Humano Integral.

Luci Cavallero pediu maior visibilidade à crise enfrentada pelo povo cubano, para que as pessoas entendam melhor por que precisam apoiá-lo, defendê-lo e reciprocar a solidariedade que ofereceu ao mundo.

Alertou que “se Cuba cair, todos nós caímos. Cuba exemplifica o que Washington quer enterrar: a cooperação internacional, o fornecimento de ajuda humanitária e o auxílio a outros povos necessitados”, enfatizou a jovem líder social.

Santucho explicou que viveu na ilha por 18 anos, desde a infância até a juventude: “Cresci lá e fui feliz lá”, e compartilhou detalhes de sua vida até 1993, quando uma profunda crise, semelhante à atual, eclodiu após o colapso da URSS e do bloco socialista: “e os cubanos souberam resistir e saíram dessa situação difícil”. O intelectual argentino de esquerda considerou que a intensa hostilidade dos Estados Unidos vai além do termo “bloqueio”: “Além disso, Cuba vive em um contexto de guerra econômica”.

Taiana, um político argentino experiente, após descrever o atual cenário internacional e o renovado interesse de Washington em invocar a Doutrina Monroe, afirmou que “defender Cuba é agir em autodefesa”.

“Defender a soberania de Cuba é defender a soberania de todas as nações latino-americanas, independentemente da filiação política de seus governos.”

Fonte: Prensa Latina

 

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